sábado, 6 de abril de 2013

Os Moradores de Rua e os Cachorros


Atualizado em 7/4 às 0:55

Faz pouco tempo que eu tenho dois cachorros aqui em casa. Antes deles eu já tinha pensado em um texto como esse, uma ou outra vez, mas agora, que eles parecem sempre estar tentando subir na minha cabeça de tanto pulo, acho que o pensamento acaba vindo com mais frequência. A respeito de o que é o que gostamos nos cachorros e o que faz com que eles sejam coisas tão agradáveis (exceto pra você, pessoa a quem eles não agradam), e com que queiramos tê-los em casa, e de porque, já que somos da espécie humana, muitos de nós sente mais pena dos animais abandonados pelas ruas que das pessoas que dormem nelas.

Acho que existe um aspecto muito estranho na evolução humana que, no fim das contas, é bom, e com certeza foi surgindo aos poucos ao longo de muitas gerações de existência racional, ou mesmo "racional", e de manifesta superioridade em relação a outros animais: a compaixão.

Eu sei que a compaixão é uma coisa limitada (em alguns casos inexistente), e depende de uma série de fatores, sendo o principal deles o bem próprio. Alguns "raciocinam" que não vão dar aos outros as coisas que eles trabalharam tanto para conseguir, oras; eles tem que trabalhar, correr atrás. Acho que a simples enumeração de fatores históricos, sociais e psicológicos que isso envolve já seria algo trabalhoso, e talvez em si mesma (e por isso mesmo) capaz de mostrar o quanto esse "raciocínio" é simplista (adjetivo muito compassionado da minha parte, inclusive). A ideia de que por simples escolha um mendigo seria capaz de mudar a vida que leva através de "um pouco de trabalho", e em muitos casos, a ideia de que a pressão social + psicológica da vida levada até então por ele sequer permite que ele considere essa possibilidade, são quase que desvairadas, mesmo. Além de inúmeros outros fatores como as razões que o levaram até ali, as tentativas que já pode ter feito de mudar e seus resultados, um possível estado de depressão, vício, tragédias pessoais, infinitos etecéteras dos quais preferimos manter distância. 

É engraçado, curioso mesmo, que basicamente, ao julgar um pedinte na rua como inferior, a pessoa, logicamente, está se colocando como alguém superior. Isso em si já tem diversos problemas. Em primeiro lugar, muitas vezes ela não trabalha coisa nenhuma, não faz nada que o homem ali na rua não poderia fazer (talvez até melhor que ela) dada a oportunidade. A maioria de nós encara aqueles homens e mulheres em trapos pedindo um trocado no farol ou dormindo em caixas de papelão sem qualquer espécie de aquecimento, em dias de chuva e frio, com uma de quatro atitudes. A pessoa pode ignorá-los; caso seja abordada por um deles, pode sentir um certo desconforto, ou mesmo compaixão - ou não, seja por simplesmente, sei lá, ser um psicopata, ou por ter tão enraizado um "raciocínio" como o citado acima que simplesmente não sente nada a respeito do assunto. Ou então, ela pode reparar neles; aqui, ocorre o mesmo que no outro caso - constrangimento e possível compaixão, ou não. Eu acho que a maioria das pessoas, especialmente se colocadas numa situação de contato direto com alguém em necessidade, se sente constrangida. Sei que algumas delas pagam ao constrangimento cinco centavos pra que ele vá embora.

O constrangimento tem razões mais que óbvias, claro. Se eu sou essa "pessoa superior", como minha superioridade se manifesta em deixar que outros passem fome na minha frente? Eu não quero perceber que, na minha "lógica", superioridade é deixar que os outros morram, e eu me sinto mau por isso. 

***

Eu suponho que a ideia de animais de estimação seja algo que precisou de duas coisas para surgir: a superioridade absoluta como espécie, e uma espécie de projeção sentimental.

Quanto ao sentimento, nós conseguimos (e gostamos) de pensar que qualquer animal gosta de nós como nós gostamos deles. Que eles sentem muito a nossa falta quando não estamos, e que ficarão arrasados com a nossa morte. Pelo que eu sei, a maioria dos animais está cagando e andando (alguns literalmente) para seu dono. Acredito realmente, não só pela experiência (na qual obviamente sou parcial) com meus cachorros, mas também com histórias que ouço sobre cachorros dos outros, que alguns animais criam, sim, certos laços. Todos sabemos de fatos "bonitinhos" como o de que cães-guias muitas vezes vivem vários anos acima da média, para acompanhar seus donos, e muitas histórias de fidelidade canina que trouxeram ao cachorro a sua fama de melhor amigo do homem. Já ouvi histórias de alguns exemplares fiéis de uma ou outra espécie.

O problema é que nós os vemos com olhos "humanos", ou seja, atribuímos aos outros animais sentimentos similares aos nossos, quando mesmo aqueles que tem sentimentos, dificilmente tem sentimentos exatamente como os nossos - para o bem ou para o mal (não consigo imaginar um humano tão fiel quanto um cachorro, por exemplo). O fato de que cachorros entram em uma espécie de "depressão canina" (de que não sei ao certo as características clínicas), e tem alguns sentimentos similares aos nossos trouxeram na bagagem terapeutas, banhos à base de vinho e psicólogos para animais - e todas essas coisas podem ser encontradas com relativa facilidade em cidades de porte médio e grande no Brasil. É sabido que, após um certo período de desenvolvimento, ao atingir uma certa estabilidade econômica e conseguir se manter no que diz respeito ao "essencial", o homem médio da sociedade capitalista começa a gastar com bobagens. Não falo especificamente do caso dos animais, mas tenho certeza de que todos os leitores desse texto conseguem enxergar alguma "bobagem" de onde estão sentados. O que quero dizer é que, enquanto você não consegue pagar um aluguel, e o dinheiro aperta pra comprar comida, se você tem um cachorro, ele muitas vezes vai viver de restos, tomar banhos infrequentes ou dados com produtos destinados para humanos e/ou inadequados. Ainda que, com certeza, cuidados, atenção e carinho seja o principal que se pode dar a um animal, e sejam, na minha opinião, muito mais importantes que dar a melhor ração e nenhuma atenção, pagar a um veterinário, comprar uma ração de boa qualidade, comprar os produtos que eliminam pulgas e carrapatos, etc., custa dinheiro. Daí a ascenção recente dos Pet Shops e tratamentos, digamos, exagerados, para animais: o país atingiu um estado de evolução econômica em que mais pessoas podem gastar com isso. Os animais estão sendo mais bem tratados. Claro que quem não tem o dinheiro pra isso, em geral, simplesmente não vai ter um cachorro, e vai no máximo jogar um resto de comida pra algum que viva pelas ruas da vizinhança.

Para muitas pessoas os cachorros passam despercebidos nas ruas. Eles são tratados aproximadamente da mesma maneira que os moradores de rua. A diferença é que, nesse caso, as pesoas pagam um pedaço de comida jogado ao chão para a sensação de constrangimento ir embora, quando isso.

Mas quero falar das outras pessoas, as que veem um cachorro na rua e sentem pena. Aqui muitas vezes se manifesta um outro sentimento comum ao modo como se vê, geralmente, o mendigo (e que, no caso dele, provavelmente configura preconceito): algumas pessoas julgam que o animal, por ser de rua, pode ter alguma doença tansmissível ao toque. Claro que, pra começo de conversa, caso isso seja verdade, o fato de que somos espécies diferents faz com que não haja um número lá muito elevado de doenças que o cachorro pode ter que possamos pegar. De qualquer modo, existe o nojo. A pessoa não fala nada, mas não encosta no cachorro, e nem na mão do mendigo. Ainda, existe o medo da violência, e da mordida.

Mas estranha, estranhamente, é mais comum que a pessoa ajude ao cachorro.

Aqui eu tenho que mencionar o tópico do início dessa sessão, a respeito de uma "superioridade absoluta como espécie". Eu mencionei isso porque, teoricamente, cada espécie cuida dos seus. Claro, o ecossistema funciona de modo a que (quase) nada acabe ou se multiplique excessivamente. Ainda temos que ver como isso vai funcionar com os humanos¹,  mas em geral a colaboração trans-espécie é coisa rara.  Antes que o ser humano se tornasse o dono do mundo, me parece provável que animais mais fracos fossem comida e mais fortes predadores. E só. Pelo menos até a descoberta de meios para deixar a todos eles mais fracos, e a subsequente superioridade. Daí, depois de algum tempo, e da projeção de sentimentos, acabamos pegando alguns animaizinhos pra criar. Provavelmente estou errado, mas foi a única hipótese que consegui imaginar para explicar o porquê de nos darmos a tanto trabalho para proteger criaturas de outras espécies. Talvez seja a nossa consciência, quiçá natural, da importância do ecossistema, superada apenas pela cobiça de conseguir peles raras.


***

Uma vez eu li, em algum lugar, uma frase que dizia algo como: "Quem nunca chegou em casa e encontrou um cachorro esperando nunca viu a felicidade legítima." Talvez seja verdade. Cachorros realmente parecem imensuravelmente felizes quando veem seu dono depois de um certo tempo. Dependendo do cachorro, pode ser trinta segundos. Não estou dizendo que eles não fiquem realmente felizes, estou dizendo que eu não sei. Não tenho como saber. Acredito que fiquem, na medida em que possa ser parecida a nossa sensação de felicidade àquilo que eles expressam que se parece com ela.

O que me lembra de dizer uma coisa: esse texto não é de forma alguma uma crítica do cuidado a animais de estimação. Acho que a maioria deles são criaturas urbanas cuja existência dentro das cidades é em grande parte culpa das pessoas que construíram as cidades (quem são elas, mesmo?). Sempre fui curioso a respeito do processo de evolução que levou ao surgimento dos animais "urbanos", cachorros, gatos, pombos... como se deu a adaptação do comportamento deles, desde o ambiente selvagem? Deve ser interessante. Mas de qualquer modo, pode-se argumentar que nós somos os responsáveis por esses animais porque nós os criamos, de certa maneira. Nós os tornamos o que são hoje, e os deixamos num ambiente que se pode chamar de inóspito.

Mas afinal, é graças, também, a criações nossas, especialmente no que diz respeito a governos e sistemas de, micro ou macro, que há pedintes nas ruas, e não sentimos a necessidade de ajudá-los. Enxergamos essa pessoa dentro de uma ótica capitalista, e olha que eu não digo isso como um absoluto anti-capitalismo. Acredito na possibildade da existência de um capitalismo não-cruel, do qual estamos muito, Muito longe. Nossa mentalidade está inserida no sistema em que estamos como uma luva. Há uma quantidade inefável de razões que levam uma pessoa a cair em absoluta miséria, como mencionei no início do texto. Mas nós vivemos num mundo do "Quem é brasileiro não desiste nunca", do "Quem espera sempre alcança". Nós fomos criados pra acreditar que basta ter vontade, basta correr atrás que se consegue qualquer coisa, uma espécie de meritocracia, e portanto, essas pessoas que precisam pedir para comprar sequer um pão são fracos, desertores, desonrosos desistentes - inferiores. Nós não temos que ajudá-los, mas sim, eles tem que se virar. Nós achamos que eles perderam ou desistiram a luta, mas em nossa situação não conseguimos sequer imaginar que há estados psicológicos em que a pessoa não consegue sequer perceber a existência da possibilidade da luta, quanto mais enfrentá-la. Uma enfermeira que conheço me disse que, segundo algumas pesquisas, a grande maioria dos moradores de rua tem algum problema psicológico - tenho certeza de que, quando esse problema não foi intensificado pelo tratamento que eles recebem, foi causado por ele. Me lembro de um trecho de um livro de que gosto muito em que um homem, graças a uma aposta, se veste de pedinte, à entrada de um metrô, e pede não dinheiro, mas apenas um aperto de mão. Os passantes, que ao receberem esse pedido e perceberem que jamais vão apertar àquela mão suja, sentem-se ainda mais constrangidos que o normal, e como resultado o homem recebe uma quantia relativamente alta de dinheiro, e até mesmo começa a ser imitado por outros mendigos que veem o sucesso da abordagem. Depois de mais de um ano ele recebe um aperto de mão, de um jovem que, por ser deficiente, não tinha o mesmo preconceito dos outros passantes.

É fácil sentirmos pena de alguém que está com alguma condição física, alguma doença. Conseguimos nos colocar no lugar daquela pessoa, perceber seu sofrimento ainda que de maneira distante, ao pensarmos no que nós mesmos já sentimos no passado - ferimentos, dores, vômitos, etc. Problemas sociais - como o preconceito, que, talvez, em suas diversas formas (sócio-econômico, racial, de gênero, preferência sexual, reticências, reticências...) seja o pior deles, são muitas vezes ignorados porque envolvem uma série de fatores históricos e, não infrequentemente, passam completamente despercebidos por aqueles que não os sofrem. É tecnicamente impossível, para alguém que não sofre preconceito, imaginá-lo, ou colocar-se no lugar de quem o sofreu durante uma vida. E o preconceito é certamente um dos obstáculos que um pedinte teria que enfrentar caso conseguisse e quisesse lutar. Ressalto, inclusive, aqui, que não estou dizendo que a pessoa não luta - ela luta e permanece viva, através de uma luta intensa, e à sua maneira; não luta no sentido que aqueles que a observam de outra perspectiva entendem a luta - o de correr atrás de algo que a coloque num patamar financeiro mais alto. Moradores de rua enfrentam, muitas vezes, ainda outro obstáculo difícil de perceber, ou mesmo invisível àqueles que não o sofrem: psicológico. David Foster Wallace, escritor de Infinite Jest (e do texto que venho traduzindo no blog), se suicidou em 2008, e passou por problemas relativos à depressão por boa parte de sua vida, e portanto, acho justo supor que sua descrição do problema nas páginas do Infinite Jest seja acurada, e por isso traduzo aqui um trecho:

"O autoritário termo depressão psicótica faz com que Kate Gompert se sinta especialmente solitária. Especialmente a parte do psicótica. Imagine o seguinte. Duas pessoas estão gritando de dor. Uma delas está sendo torturada com uma corrente elétrica. A outra não. Os gritos da que está sendo torturada com uma corrente elétrica não são psicóticos: eles são apropriados à circunstância. A pessoa que grita mas não está sendo torturada, contudo, é psicótica, uma vez que os outros, responsáveis por fazer o diagnóstico, não podem ver nenhum eletrodo ou amperagem mensurável. Uma das coisas menos agradáveis a respeito de se ser psicoticamente deprimido em uma ala repleta de pacientes psicoticamente deprimidos é perceber que nenhum deles é psicótico, que seus gritos são inteiramente apropriados a certas circunstâncias que têm como parte de seu charme o fato de que são indetectáveis por qualquer outra pessoa. Daí a solidão: é um circuito fechado: a corrente é tanto aplicada quanto recebida por dentro.

O assim-chamado 'psicoticamente depressivo' que tenta se matar não o faz graças a, entre aspas, 'desespero' ou a alguma convicção abstrata de que os prós e contras da vida não são justos. E certamente não o faz porque repentinamente a morte parece lhe mais atraente. A pessoa em quem a agonia invisível Daquilo atinge um nível insuportável se matará da mesma maneira como uma pessoa sem saída saltará pela janela de um arranha-céus em chamas. Não se engane a respeito de pessoas que saltam de janelas em chamas. O terror de cair de uma grande altura ainda é tão grande quanto seria se você ou eu estivéssemos especulativamente parados frente à mesma janela olhando a vista; i.e., o medo da queda permanece constante. A variável aqui é o outro terror, as chamas do fogo: quando as chamas se aproximam o suficiente, uma queda fatal se torna o ligeiramente menos terrível de dois terrores. Não é desejar a queda; é o terror das chamas. E ainda, ninguém nas calçadas, olhando para cima e gritando 'Não!' e 'Se segure!', consegue entender o salto. Não realmente. Você teria que ser pessoalmente aprisionado e sentir as chamas para compreender um terror muito maior que o da queda."

Como qualquer um de nós pode se supor capaz de sequer começar a compreender a perspectiva de uma pessoa com problemas psicológicos graves? Talvez o melhor seja justamente perceber que somos absolutamente incapazes de fazê-lo, e agir de acordo. Aceitar. Se possível, ajudar.

Claro que não estou sugerindo que se leve o pedinte pra casa e se cuide dele, mas apenas refletindo sobre o fato de que muitas pessoas tendem a ajudar e sentir menos compaixão por outros seres humanos que por cachorros por inconscientemente considerá-los culpados por todos os problemas pelos quais estão passando. É difícil perceber que a culpa é de todos os que aceitam estarem inseridos num sistema que permite que isso aconteça. É difícil perceber que em muitos casos, a pessoa que criticamos pode ser, e muitas vezes realmente é, simplesmente incapaz de fazer algo a respeito de sua situação.

***

Este último trecho do texto fala realmente de cachorros. Eles (ou qualquer outro animal de estimação, especialmente os adotados) funcionam como uma forma de suavizador da consciência. Eu tirei esse bichinho das ruas e cuido dele. É como se eu tivesse feito algo social importante - e realmente, eu acredito, é algo importante - ainda que os diversos cachorros espalhados pelas ruas sejam resultado, até certo ponto, dos mesmos problemas sociais mencionados acima, dos quais fazemos parte. Ainda, o cachorro é indefeso.

Ajudar a um cachorro é muito mais simples porque suas necessidades são mais simples. Basta dar-lhe comida (muitas vezes barata e em pouca quantidade - mesmo restos) e um lugar onde viver, que não precisa atender a muitas especificidades. Cachorros, afinal, muitas vezes preferem dormir no chão, mesmo. E pronto, já me sinto melhor. 

Além disso, tenho agora uma criaturinha que me recebe à porta de casa com tamanha alegria que me faz até me sentir melhor. Chego cansado do trabalho, e sou recebido com saltos e lambidas - o que, dependendo de quem eu sou, pode me irritar. Mas esses pulos, essa alegria, são dados por uma criatura que não exige nada de mim, de quem eu não preciso ter qualquer tipo de vergonha, que não vai em hipótese alguma me tratar com qualquer espécie de preconceito, não vai me cobrar ou me tratar mal mesmo que hoje eu tenha me esquecido de colocar ração pra ela na parte da manhã.²

O cachorro acompanha a quem lhe dá carinho e alimenta, e sua conhecida fidelidade parece ser devotada a essa pessoa. Mais; mesmo que uma pessoa não seja especificamente quem o alimenta ou faça carinho, mas seja companhia frequente na vida do animal, ele muitas vezes a defenderá, o que eu mesmo já testemunhei. Óbvio, depende do cachorro, e da pessoa. Mas creio que em geral é assim que acontece. 

Uma criatura que depende de você completamente, que tem como (pelo menos aparentemente) melhores momentos do dia aqueles em que você está com ela, que não te julga e que te defende e adora cegamente. Como não gostar?

Além do quê essa criatura não tem como se virar³, ela precisa de você. Sem você ela viveria na rua, no frio, passaria fome. Como não ajudá-la?




1. Tenho algumas hipóteses-brincadeiras sobre isso de que provavelmente falarei em outro dia.

2. Claro, não estou falando de casos de abandono, ou da crueldade de deixar o animal dias sem comida, e sim de um esquecimento raro e remediável.

3. O número enorme de animais na rua, alguns de certa longevidade, claro, desmente isso; mas até certo ponto é assim que pensamos. A palavra "vida", no caso, acaba se referindo a uma vida sem tanto sofrimento.

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