sábado, 14 de abril de 2012

Decidi

Tudo bem, possíveis fiéis acompanhantes desse blog?

Digo possíveis já que devido ao estado de extrema desatenção a que submeto esse blog, acho que muitos de vocês devem já ter desistido de me acompanhar por aqui, se algum resta.

Eu pensei em apagar e começar tudo de novo.

Mas decidi só começar tudo de novo.

Afinal de contas é sempre bom começar tudo de novo.

Então, quem ainda quiser acompanhar meus textos, que de agora em diante vão ser melhores, é só ir ao meu novo blog: http://letrasaosdomingos.blogspot.com . Lá vou publicar coisas novas. Acho que podemos chamar isso de uma oficial desativação desse blog e de todos os outros. Não vou apagar esse ainda porque ainda quero o tempo pra reler e procurar algo de novo nele. Mas caso ainda haja alguém que leia esse e se interesse, pode ir para o outro, que receberá mais atenção e melhores textos.

Obrigado à galera que se interessou em ler!

aBraçoS!

sábado, 31 de março de 2012

The Bridge

A long time ago there used to be a bridge here.

(That is because there was a lake, too.)

In the nights it was cold and dark and, in a word, for all that matters, it was dark.

I would bring there some kind of bottle of some alcoholic thing hidden in my jacket that sometimes was too hot for the streets, but never for the bridge, and would drink while looking at the reflections of everything, specially the trees, on the surface of the lake. I didn't like to look at the reflections of the city because that would defeat the purpose.

I would rest my chin on my left hand and slowly drink.

I would drink the whole bottle, but I'd do it slowly.

And what I call thinking would be more like not thinking in a look-like-thinking sorta way.

Today, there isn't a bridge anymore.

And I turn on the television and drink.

I don't watch it, that would defeat the purpose. I just drink.

Actually I'm not sure there's a purpose to it anymore.

I don't look like I'm thinking.

I drink fast.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

hoje me peguei escrevendo em blogs.

talvez porque eu queria falar algumas coisas e não tenha a quem, porque não sei quem queira ouvir.

já aviso que não se preocupem, que isso não é um poema, no máximo uma coleção de frases soltas.

silenciar nunca é nada além do medo de não ser ouvido, ou de ser ouvido demais. mas minha emoção, ao menos agora, me coloca no primeiro caso.

o barulho é tão alto... a televisão, as risadas de vilão do cinema, tudo isso Fode as palavras certas de quem decide manter silêncio, mas deveria falar, mas não pode ou não consegue.

quem acredita que manter o silêncio é uma questão de escolha se engana.

tudo é uma questão de escolha pra quem faz, mas eles não sabem o que é viver na embalagem a vácuo onde os sons não ecoam... no país onde seu idioma não se compreende...
ou, o pior de tudo, na aldeia onde eles não importam...

claro, claro, não quero ser preconceituoso - apenas ouvido.

daí os gritos.

daí as maiúsculas e o barulho

e o Foda-se

e o silêncio.