quinta-feira, 1 de outubro de 2009

aqui deveria ter uma outra crônica

Juro. mas esqueci completamente o que ia escrever.

se eu me lembrar eu coloco aqui...

Crônica

Hoje, andando para meu trabalho, ouvindo música e pensando em coisas das quais mal me lembro, vi um cachorro, poucos metros adiante. Ele cheirava os canteiros de flores da porta de uma casa, e parecia procurar comida; imaginei que fosse algum cachorro perdido, ou abandonado por seus donos.

Acho que uma das coisas que me chamou atenção nele foi que uma parte de seus pelos brancos estava suja de algo que parecia sangue; talvez fosse apenas terra avermelhada, mas parecia sangue, e ainda acredito que era.

Imaginei o que teria acontecido. Aquele cachorrinho pequeno e branco entrara em uma briga com algum cahorro maior, ou acontecera alguma outra coisa? E o que era aquilo, que eu de repente vi, que parecia estar pendurado em seu pescoço?

Conforme me aproximei, percebi: era uma gravatinha. Uma pequena gravata na qual imaginei perceber um tom de azul, mas que estava tão puída e descolorida pelo tempo e intempéries, que não me deixava ter certeza de que aquilo era, realmente, azul.

Aquilo confirmava minhas suspeitas: o cachorrinho tivera um dono. Se este dono o abandonara, ele fugira, ou algum mal entendido acontecera, não sei; mas certamente ele já tivera um dono, que provavelmente gostava dele, para vesti-lo com aquela gravatinha.

Continuei pensando no cachorrinho por mais um tempo, mas a conclusão a que cheguei depois de refletir a respeito acabou me perturbando um pouco:

acho que, de início, pensei que o cachorro não era de rua, e já tivera um dono, só porque ele era um poodle.