segunda-feira, 16 de março de 2009

Isso não é um conto.

É Apenas uma reflexão, sobre algumas coisas que passaram na minha cabeça, conforme eu observava a minha estante de livros.
Assisti a um filme, e, como sempre faço no caso dos filmes desse diretor, li os "agradecimentos". Ele costuma a agradecer de um modo engraçado
a algumas pessoas, e no caso desse filme em particular, ele decidiu citar as pessoas cujo trabalho ou obras o influenciaram no fazer deste filme,
que é por ele considerado uma espécie de soma das influências que recebeu. Gostei de notar que tenho várias influências em comum com ele.

Me peguei imaginando como seria me encontrar com ele algum dia. Pensando em nossas conversas acerca dos gostos em comum que temos, que provavelmente
seriam bem interessantes. Nessa hora estava de pé, na frente de minha estante, imaginando que, provavelmente, lhe diria que eu sempre gostei de ver
em meus ídolos gostos parecidos com os meus. Nunca havia pensado a respeito, mas como imaginava uma conversa com ele, na qual lhe explicava isso
acabei inadvertidamente explicando para mim mesmo a causa desse gosto. Acredito que tem a ver com a admiração que sinto por certas obras.

Ver que tenho influências em comum com determinados artistas faz com que eu enxergue similaridades entre nós, e passe a ter ao menos um motivo a mais
para acreditar na possibilidade de que, algum dia, eu seja capaz de fazer uma obra que possa ao menos se aproximar da qualidade das obras
de meus ídolos. Nesse momento, olhei para dentro da estante na qual estava encostado, e observei os livros, ao invés de apenas vê-los. Claro, já
os conhecia, embora não tenha lido a todos. Todos (ou quase todos) conhecidos internacionalmente. Mas ainda assim, alguns autores que pouco
sobreviverão, no que diz respeito à longevidade de suas obras. Outros, já há muito mortos, e que ainda viverão por muito. E me perguntei aonde
vou ficar. Determinado estou; farei algo. Mas quanto vai durar? Sempre achei que deveria fazer o melhor que pudesse, sem me preocupar com esse tipo
de pensamento, mas sem esse padrão de comparação, será que terei ímpeto para chegar tão longe quanto posso? É verdade a velha idéia de que
você pode escolher tudo na vida, menos as coisas mais importantes?

P.S.: Para quem está se perguntando, o diretor é Kevin Smith, o filme é Dogma, e os gostos em comum são principalmente
Alan Moore, Douglas Adams, Tarantino e Neil Gaiman, e os gostos em comum com Neil Gaiman são Douglas Adams, Terry Pratchett e Dresden Dolls, e os gostos
em comum com Dresden Dolls...

Um comentário:

Victor Manfredine disse...

Irei assistir.
Obrigado pela sugestão indireta.