sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Reflexos

Blogs são criaturas flexíveis.

Apesar de este blog ser bem antigo, eu nunca mantive o hábito de escrever nele com muita freqüência. Isto exige certas coisas.

Para começar: o blog deve mostrar ou dizer algo. Pode mostrar os contos, poemas, notícias, ou até mesmo a vida pessoal do criador, ou dizer as opiniões do autor sobre essas mesmas coisas que foram publicadas em outros lugares.

Eu não tenho o hábito de assistir TV, não acompanho notícias, não costumo a fazer fofocas, e se fizesse, obviamente não o faria aqui. Coloco meus contos numa comunidade do orkut e estou fazendo um site pra isso, além de deixálos mais bem colocados nos google docs e estar pensando em voltar a usar o google groups que eu criei e está parado. Mas o groups tem o sério problema de que muitos têm preguiça de usá-lo.

Fora isso, eu acho que usar um blog só pra dizer como é minha vida, é narcisismo, carência, ou algum outro problema.

Não sobra muito, não é?

O fato é que quem escreve em um blog também pode apenas refletir sobre algo. Escrever seus pensamentos sobre certos acontecimentos, numa espécie de jornal subjetivo, o qual o autor quer compartilhar com outros. Para isso, podem existir vários motivos.

Saco cheio, viver com pessoas que não entendem muito bem, liberdade de expressão, pode-se fazer sozinho, ninguém vai interromper o fluir do pensamento... várias. Mas tudo inclui querer mostrar aos outros algo. Seja por curiosidade a respeito da reação, seja para divulgar algo ou para chamar a atenção, o objetivo é se mostrar.

É o que eu estava pensando, agora que resolvi me perguntar do porquê eu estou escrevendo um blog, e que diabos eu vou colocar nele.

O que veio à cabeça mais imediatamente foi: ajuda a articular as idéias. Escrever ajuda a aprender em um processo semelhante ao que leva quem ensina a aprender um pouco mais. Você acaba pensando mais sobre o assunto. E não é difícil se sentir curioso a respeito das opiniões de outros sobre algo que você fez.

Mas ampliando um pouco a discussão: você, que está lendo isso, acredita que todas as suas ações têm alguma justificativa? E eu estou falando de justificativas mais elaboradas, nada de "Porquê eu gosto.". Eu duvido disso. E acredito também que boa parte dos comportamentos estranhos que, por vezes, nos parecem incompreensíveis, nascem nesse "gostar" incomum. Todo mundo gosta de alguma coisa da qual, na verdade, não têm tanta certeza se deveria gostar.

Ah, eu tinha esquecido do meu outro problema. Quando eu desembesto a escrever, eu acabo me perdendo no assunto, e fazendo um texto ficar longo demais. Este aqui ainda têm taaantas "innerlines" que acho que vou deixar pra falar delas depois. Eu tô com sono também.

Não reclamem. Através desse texto eu duvido que vocês ficaram sabendo as motivações por trás desse blog, de qualquer modo.

Bonsai.

Um comentário:

Marcus Vinícius disse...

Eu já pensei exaustivamente sobre se existem justificativas para tudo, e cheguei a conclusão de que qualquer justificativa pode ser resumida para "me deixa feliz". O que leva a crer que qualquer coisa que te deixa feliz ao fazer já está justificada.
Comemos por que isso nos mantém vivos, e isso nos deixa felizes. Ganhamos dinheiro por que isso nos dá capacidade de comprar coisas que nos deixa felizes, e isso nos deixa felizes.
É um assunto fonte de bastante discussão.

Abraço!